Género: Presidente da CNDHC destaca importância do papel da mãe e do pai no desenvolvimento e proteção dos direitos das crianças

A Presidente da Comissão Nacional para os Direitos Humanos e a Cidadania, Zaida Morais de Freitas, chamou a atenção para a necessidade de uma melhor “compreensão do papel das figuras materna e paterna na construção da identidade, desenvolvimento psicossocial e proteção dos direitos das crianças”.

Para a dirigente, “em Cabo Verde, a assunção plena da maternidade e, sobretudo, da paternidade, constitui ainda um grande desafio” e mudar este cenário exige “uma profunda reflexão sobre as atitudes, normas sociais e comportamentos em relação aos papéis de género em diversas vertentes”.

Para isso, exige-se o envolvimento de todos (academia, instituições governamentais, sociedade civil no geral), com o objetivo de “assegurar a proteção dos direitos das crianças para que cresçam num contexto financeiro e emocional o mais saudável possível” e de reforçar o papel da família e alterar as perceções de género, contribuindo assim para a construção de “uma sociedade mais equilibrada e que garanta um dos princípios universais dos direitos humanos: a dignidade da pessoa humana, seja homem ou mulher, adulto ou criança”.

A Presidente da CNDHC falava no âmbito do painel “Maternidades e paternidades simbólicas”, no qual foi uma das oradoras, no Fórum Internacional em “Género no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no horizonte 2030: DIÁLOGOS SUL-SUL”, que decorreu na cidade da Praia nos dias 16 e 17 de Novembro. 

Promovido pelo Centro de Investigação e Formação em Género e Família (CIGEF) da Uni-CV, o evento contou com cinco painéis temáticos: (i) Estatísticas de Género; (ii) Género e Violências; (iii) Género e Empoderamento Económico e Político; (iv) Género e Direitos Humanos; e (v) Maternidades e Paternidades reais e simbólicas.

O fórum teve como principal objetivo fortalecer o diálogo entre os países do Sul sobre assuntos de interesse mútuo, nomeadamente: a igualdade de género e a cultura da não-violência, o empoderamento das mulheres e o respeito pelos direitos humanos, independentemente da sua condição, numa perspetiva comparativa.

Aproveite para recordar os três spots da campanha “Ami ê Pai”, promovida pela CNDHC em 2013, nos links em baixo:

Campanha “Ami ê Pai” - Spot 1

Campanha “Ami ê Pai” - Spot 2

Campanha “Ami ê Pai” - Spot 3